Instituto Vladimir Herzog lança caderno de experiências com metodologia de engajamento político
Publicação sistematiza pilares e etapas da Metodologia Usina de Valores, além de compartilhar experiências de sua aplicação para o engajamento político em cinco territórios
Para apoiar o desenvolvimento de processos de engajamento comunitário e cidadão em diferentes lugares, o Instituto Vladimir Herzog lança um caderno de experiências que sistematiza a Metodologia Usina de Valores a partir de experiências vividas em cinco territórios entre 2023 e 2025. O Caderno de Experiências Usina de Valores – Coletividade e defesa de direitos humanos em territórios periféricos já está disponível online.
Acesse o Caderno de Experiências Usina de Valores
A publicação apresenta pilares e etapas da Usina de Valores a partir de experiências realizadas pela parceria entre Instituto Vladimir Herzog e Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, com apoio de entidades locais e mandatos parlamentares, em Vitória (ES), Duque de Caxias (RJ), São Paulo (SP), Belém (PA) e Recife (PE). Ao fim dos percursos, em julho de 2025, 145 participantes foram formados/as como defensores/as dos direitos humanos, sendo que 95% acreditam que o projeto contribuiu para a constituição de coletivos locais.
Renata Aquino, responsável pelos projetos de educação popular em direitos humanos do Instituto Vladimir Herzog, ressalta que o material não deve ser encarado como um manual, mas sim como um convite à ação e à vivência: “Esperamos que inspire experiências em diferentes chãos, mobilizando os potenciais e sonhos de cada território”.
Educação em direitos humanos para fortalecimento do engajamento comunitário e construção de redes de ação
A Usina de Valores é uma iniciativa de educação popular em direitos humanos do Instituto Vladimir Herzog para fortalecer o engajamento político e a construção de redes de ação em defesa dos direitos humanos em territórios periféricos das grandes cidades.
A sua metodologia, inspirada pela educação popular e alinhada ao Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH), propõe um processo formativo a partir de vivências em valores dos direitos humanos para a incorporação nas práticas dos/as participantes. Dessa maneira, os encontros valorizam a experiência vivida, o conhecimento coletivo e as potencialidades dos territórios.
“Como preconiza o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos, acreditamos na importância da cidadania ativa e do engajamento político para fortalecer a democracia no Brasil, um país marcado por desigualdades, violências e violações de direitos”, conclui Renata.
