Escuta Ativa de mulheres, mães e educadoras

Por Tatiane dos Santos Duarte¹ Ouvir. Estamos ouvindo nosso próprio choro, nossas canções de muitos lamentos e nossos tristes suspiros, sobretudo quando não querem ouvir-nos. E por que não nos ouvem? Porque atrapalhamos seu descanso secular em berço esplêndido, seus privilégios, seus poderes naturalizados. Querem-nos no lugar de sempre, obedientes, submissas e silenciosas. (GEBARA, 2022,…

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Mulheres e Engajamento Político

Por Gabrielle Abreu¹ Você se identifica com os políticos brasileiros quando assiste ao noticiário? Você sabe o que é ser um “agente político”? Você sabe que é parte da política brasileira? Você sabe que o seu voto e o voto de todas as mulheres brasileiras são centrais na disputa eleitoral? Talvez, as respostas das perguntas…

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Dignidade Humana e Direitos Reprodutivos: Uma questão de Justiça Reprodutiva

Por Belle Damasceno¹ Falar em “dignidade humana” é retomar as características que deveriam reger qualquer Estado Democrático de Direito. Isso porque a dignidade da pessoa humana é um princípio da democracia, na qual o Estado respeita (ou deveria respeitar) e garante (ou deveria garantir) os direitos humanos e os direitos fundamentais dos seus cidadãos e…

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A educação de crianças negras e o resgate de tecnologias tradicionais africanas

Por Carol Adesewa* Diante de um contexto tensionado pelo racismo, gestar uma criança negra se torna uma tarefa de grande envergadura, pois, além de todas as mudanças hormonais, emocionais e físicas que ocorrem no gestar, é necessário também aprender a lidar com a insegurança de viver em uma sociedade estruturalmente desigual, que tangencia as demandas…

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Coexistir na diferença e feminismos

Por Tatiane dos Santos Duarte¹ A formação do Brasil como nação foi fundamentalmente marcada pela experiência colonial escravocrata. Logo, mesmo com o advento da República, as diferenças étnicas e raciais continuaram sendo justificativas para a exclusão e a violência e as relações entre homens e mulheres permaneceram reguladas por desigualdades explicadas pelas diferenças biológicas entre…

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Você só deve!

Por Jhon Conceito Eu acredito que todos devia, ter o pão de cada dia Eu acredito que a xepa é o melhor, ou talvez o único alimento do dia Que o senso comum, é o senso da censura que maqueia toda covardia. Que a luta é uma escolha de mágoas, de mágoas profundas. Quem não…

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“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”: os riscos e os atravessamentos da escuta com os evangélicos

Por Angélica Tostes* Nosso corpo sente o mundo e o mundo nos atravessa em nossos sentidos. Umarelação que em como uma dança nos permite ser em potência. A religiosidade entra nessacomposição musical da construção social dos territórios que vivemos, e claro, os ruídossempre bagunçam e nos fazem reorganizar uma sonoridade da qual podemos mexer nossoscorpos…

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Ouvir é necessariamente des-orientar-se

Arte de fundo laranja e amarelo, com texto que diz "Ouvir é necessariamente des-orientar-se. Por Joabe Santos". No rodapé estão os logos do Usina de Valores, do Instituto Vladimir Herzog, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e do Governo Federal.

Por Joabe Santos Ouvir é necessariamente desorientar-se. Mesmo que seja por um curto espaço de tempo, quando de fato ouvimos um outro, é necessário abrir mão de algumas de nossas certezas mais arraigadas. Não por acaso tememos tanto os conflitos. Primeiro porque cremos serem um sinal de que algo não vai bem, o que não…

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Exterminar todos os brutos

Arte de fundo azul e amarelo, com texto que diz "Exterminar todos os brutos. Por Vladimir Oliveira

Por Vladimir Oliveira DO THE EVOLUTION* Algumas histórias começam do início, a nossa começou quando a Igreja Católica, a República, o Estado e o Exército brasileiro apoiaram e efetivaram o extermínio de uma pequena população no interior da Bahia. Começa na Guerra de Canudos (1896-1897) que deixou um legado assustador de 25 mil mortos. Sim,…

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A herança do bem viver as comunidades negras brasileiras

Arte de fundo amarelo e lilás, com texto que diz "A herança do bem viver e as comunidades negras brasileiras. Por Vanessa Barbosa."

Por Vanessa Barboza Compreendemos que o bem viver também é uma perspectiva de vida dos povos originários de Abya Ayla, como uma sabedoria que resiste através dos séculos de colonialidade e capitalismo feroz.  Neste sentido, os descendentes de populações negras trazidas de países africanos, desenvolveram noções próprias de direitos humanos ao chegarem ao Brasil. Isto…

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